O Romantismo foi um movimento cultural que surgiu inicialmente na Grã-Bretanha e na Alemanha, como reacção ao culto da razão do Iluminismo, um pouco mais tarde em França, nos países do sul e na Escandinávia espalhando-se depois por toda a Europa e Estados Unidos da América. É um estado da sensibilidade europeia entre finais do séc. XVIII e princípios do séc. XIX. O seu nome deriva de "romance" (história de aventuras medievais), que tiveram uma grande divulgação no final de setecentos, respondendo ao crescente interesse pelo passado gótico e à nostalgia da Idade Média.
Foi originalmente um movimento de facto revolucionário que adoptou as ideias políticas e filosóficas elaboradas pelo século das Luzes: livre expressão da sensibilidade e afirmação dos direitos do indivíduo. Mas o romantismo, para lá da sua oposição à estética clássica, quer revelar a parte do homem oculta pelas convenções estéticas e sociais.
Muito variada nas suas manifestações, essencialmente ao nível da literatura e das artes plásticas, esta corrente sustentava-se filosoficamente em três pilares: o individualismo – tendência para se libertar de toda a obrigação de solidariedade para pensar só em si, egoísmo –, o subjectivismo – tendência para afirmar a prioridade do subjectivo sobre o objectivo – e a intensidade. Contra a ordem e a rigidez intelectual clássica, os artistas românticos imprimiram maior importância à imaginação, à originalidade e à expressão individual, através das quais poderiam alcançar o sublime e o genial.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
bibliografia de Almeida Garret
"O Retrato de Vénus" (1821)"O Toucador" (1822)
"Catão" (1822)
"Camões" (1825)
"Dona Branca" (1826)
"O Cronista" (1827)
"Adozinda" (1828)
"Lírica de João Mínimo" (1829)
"O tratado da Educação" (1829)
"Portugal na Balança da Europa" (1830)
"Um Auto de Gil Vicente" (1838)
"D. Filipa de Vilhena" (1840)
"O Alfageme de Santarém" (1842)
"Romanceiro e Cancioneiro Geral" tomo 1 (1843); tomo 2 e 3 (1851)
"Frei Luís da Sousa" (1843)
"Flores sem fruto" (1845)
"O Arco de Sant'Ana" (1845)
"Viagens na Minha Terra" (1845)
"As profecias do Bandarra" (1848)
"Um Noivado no Dafundo" (1848)
"A sobrinha do Marquês" (1848)
"Memórias Históricas de José Xavier Mouzinho da Silveira" (1849)
"Folhas Caídas" (1853)
"Fábulas e Folhas Caídas" (1853).
"Catão" (1822)
"Camões" (1825)
"Dona Branca" (1826)
"O Cronista" (1827)
"Adozinda" (1828)
"Lírica de João Mínimo" (1829)
"O tratado da Educação" (1829)
"Portugal na Balança da Europa" (1830)
"Um Auto de Gil Vicente" (1838)
"D. Filipa de Vilhena" (1840)
"O Alfageme de Santarém" (1842)
"Romanceiro e Cancioneiro Geral" tomo 1 (1843); tomo 2 e 3 (1851)
"Frei Luís da Sousa" (1843)
"Flores sem fruto" (1845)
"O Arco de Sant'Ana" (1845)
"Viagens na Minha Terra" (1845)
"As profecias do Bandarra" (1848)
"Um Noivado no Dafundo" (1848)
"A sobrinha do Marquês" (1848)
"Memórias Históricas de José Xavier Mouzinho da Silveira" (1849)
"Folhas Caídas" (1853)
"Fábulas e Folhas Caídas" (1853).
Biografia de Almeida Garrett
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, nasceu no Porto em 1799. Em 1809 partiu para a ilha Terceira devido às invasões francesas. Em 1816 foi estudar para a Universidade de Coimbra em 1816, frequentando o Curso de Direito. As suas influências liberais datam dessa época, no contacto com outros universitários. Em 1821 editou a sua primeira obra, o poema "O Retrato de Vénus", que foi considerado ultrajante pela censura, tendo Garrett sido obrigado a comparecer a tribunal. Foi também no ano de 1821 que subiu ao palco a sua tragédia "Catão", drama construído à maneira clássica. Com a Vila Francada, exilou se em Inglaterra em 1823, onde entrou em contacto com a literatura romântica (Byron e Walter Scott). Em 1825 publicou em Paris "Camões", obra marcante para o Romantismo português. Em 1826 publicou "Dona Branca". Após a guerra civil, foi nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estudou a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Regressou a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarregou o de reorganizar o teatro nacional, nomeando o inspector dos teatros. Além da actividade política e legislativa, Garrett continuou sempre trabalhando na sua obra e escreveu para o Teatro "Um auto de Gil Vicente" em 1838, "D. Filipa de Vilhena" em 1840 e "O Alfageme de Santarém" em 1842. Garrett foi opositor da ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector geral dos teatros. Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária: em 1843 publicou "Frei Luis de Sousa", em 1845 "As Viagens na Minha Terra" e "As Flores sem Fruto", e "Folhas Caídas", que data de 1853, embora tenha sido escrito antes. O triunfo do movimento político da Regeneração (1851), trouxe Garrett à política activa. Fundou um novo jornal, a que chamou A Regeneração. Devido ao seu temperamento e espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador. Regressou então à escrita, iniciando um novo romance, "Helena", que não chegou a concluir pois faleceu em 1854. Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal. Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Principais
1820
Hymno Patriótico, Porto
Hymno Patriótico, Porto
1821
O Retrato de Vénus, Coimbra
1822
Catão, Lisboa
1825
Camões, Paris
1826
Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa (in Parnasso Lusitano), Paris; Dona Branca, Paris
1828
Adozinda, Londres
1829
Da Educação, Londres; Lírica de João Mínimo, Londres
1830
Portugal na Balança da Europa, Londres
1841
Mérope – Gil Vicente, Lisboa
1842
O Alfageme de Santarém, Lisboa
1843
Romanceiro e Cancioneiro Geral, Lisboa
1844
Frei Luís de Sousa, Lisboa
1845-1850
O Arco de Sant’Anna, 2 vols, Lisboa
1846
Viagens na Minha Terra, Lisboa
1853
Folhas Caídas, Lisboa
Módulo 7
biografia de Almeida Garret
Nascido no Porto, a 4 de Fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão viria a falecer em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854.
Os seus pais refugiaram-se em Angra, como consequência da invasão francesa de Soult, em 1809, onde o escritor recebeu a influência benéfica do seu tio paterno, o bispo D. Frei Alexandre da Sagrada Família, tendo recebido Ordens Menores e tendo mesmo, aos 15 anos, subido ao púlpito numa igreja da Graciosa, em substituição do pregador.
Matriculado em 1816 na Faculdade de Direito de Coimbra, em breve se dedica à actividade dramática num meio académico agitado pelas novas ideias, sobretudo políticas.
Concluído o curso, em 1821, vem para Lisboa, onde imediatamente acumula triunfos, no âmbito literário, com a representação de Catão, afectivos, com o fulgurante casamento com Luísa Midosi, e políticos, inaugurados estes com a oração fúnebre a Manuel Fernandes Tomás.
Exilado como liberal em 1823, viveu em Inglaterra e em França até 1826.
No regresso a Portugal dirige os jornais O Português e O Cronista, mas conhece de novo o exílio de 1828 a 1832, voltando a Portugal com os bravos do Mindelo.
De 1833 a 1836, é nomeado Encarregado de Negócios e Cônsul-Geral na Bélgica.
Passos Manuel, na chefia do Governo após a Revolução de Setembro de 1838, encarrega-o da restauração do teatro português, missão que leva a cabo criando, não só o Conservatório de Arte Dramática, mas igualmente a Inspecção-Geral dos Teatros e sobretudo o Teatro Nacional.
É nomeado Deputado em 1837, Cronista-Mor em 1838 e finalmente Par do Reino em 1851.
Em 1852, num Ministério presidido por Saldanha, foi encarregado, por alguns meses, da pasta dos Negócios Estrangeiros.
D. Pedro V agraciou-o, a 25 de Junho de 1854, meses antes da sua morte, com o título de Visconde de Almeida Garrett.
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