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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Género épico - Os Lusíadas - A estrutura externa e interna

A estrutura externa

O poema está escrito em versos decassílabos, com predomínio do decassílabo heróico. É considerado o método mais adequado há poesia épica, pelo seu ritmo grave e vigoroso.
Surgem também alguns raros exemplos de decassílabo sáfico.
As estrofes são de oito versos e apresentam o seguinte esquema rimático- "abababcc"
As estrofes estão distribuídas por 10 cantos. O número de estrofes  por canto varia de 87, no canto VII, a 156 no canto X.



A estrutura interna
Os Lusíadas constroem-se pela sucessão de quatro fontes:
Proposição - parte introdutória, na qual o poeta anuncia o que vai cantar;
Invocação - pedido de ajuda as divindades inspiradoras.
Dedicatória - oferecimento do poema a uma personalidade importante.
Narração - parte que constitui o corpo da epopeia; a narrativa das ações levadas a cabo pelo protagonista.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Classicismo

O classicismo refere-se, geralmente à valorização da Antiguidade Clássica como padrão por excelência do sentido estético, que os classicistas pretendem imitar. A arte classicista procura a pureza formal, o equilíbrio, o rigor.
Alguns historiadores de arte, entre eles Giulio Carlo Argan, alegam que na História da arte concorrem duas grandes forças, constantes e antagônicas: umas delas é o espírito clássico, a outra o romântico.
As duas grandes manifestações classicistas da Idade Moderna européia são o Renascimento, Humanismo e o Neoclassicismo.

Humanismo

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância.
É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade.
Embora a palavra possa ter vários sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.
Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado por filósofos iluministas do século XVIII.