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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tempo em "Memorial do Convento"

Tempo
trata-se do tempo no qual decorre a acção.
O tempo da história é constituído por algumas  datas fundamentais.
A acção inicia-se em 1711.

Referências cronológicas:
As referências cronológicas mais importantes são as seguintes:

  • 1716, a bênção da primeira pedra do Convento de Mafra;
  • 1717, Baltasar e Blimunda regressa a Lisboa para trabalhar na passarola do padre Bartolomeu de Gusmão;
  • 1719, casamento de D. José com Mariana Vitória e de Maria Bárbara com o príncipe D. Fernando;
  • 1730 dia 22 de Outubro, dia do quadragésimo primeiro aniversário do rei, realiza-se a sagração do Convento de Mafra;
  • A acção termina em 1739 no momento em que Blimunda vê Baltasar a ser queimado em Lisboa, num auto-de-fé;
O tempo do discurso
O tempo do discurso é revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos.
Este pode apresentá-los de forma linear, optar por retroceder no tempo em relação ao momento da narrativa em que se encontra ou situações.

A acção em "Memorial do Convento"

A acção em "Memorial do Convento" polariza-se em torno de dois temas:

  • Construção do Convento de Mafra;
  • Construção da passarola.
o 2º tema aparece, no entanto, como fio condutor de toda a narrativa.

Construção do Convento de Mafra é:

  • Falar dos constrangimentos do amor do rei e da rainha, que estão da origem da sua construção;
  • Lembrar o trabalho forçado dos trabalhadores que o construíram;
  • Denunciar a vaidade do rei e a prepotência da Igreja, exploração dos humildes; a instauração de um clima de medo, à custa da ignorância do povo e da injustiça da História, que serve o jogo do poder.
A passarola é a antítese do convento é contar a sua história é lembrar:
  • O amor livre de Baltasar e Blimunda;
  • O entusiasmo da sua construção;
  • A solidariedade entre os seus construtores.